Um mês. Dia 23 vai
fazer um mês que cheguei aqui. Honestamente não parece que faz tudo
isso que cheguei. Primeiro porque eu ainda não conheço tudo o que
tem pra conhecer em Corvallis. Isso porque a cidade é menor que a
minha (com proporcional quantidade de lugar pra ir). Sinto como se
tivesse tanta coisa que deveria ter feito nessas quatro semanas. Como
eu já disse em outros posts, aqui a cidade é muito bonita e
convidativa. Não é difícil gostar de Corvallis, porque aqui todos
são gentis, a cidade é segura e vivemos num mundo alheio de tudo. É
esquisito isso. Esquisito não saber o que se passa no Brasil, todos
os dias. Alias, to tão longe de um noticiário que não sei nem o
que acontece nos EUA nesse momento. Meu mundo se limita a essa cidade
minuscula e charmosa, onde fiz amigos (brasileiros e árabes e
japoneses e um americano – yes!)
Mas esse post não é
sobre reflexões sobre minha utopia de Corvallis (porque essa
segurança toda chega a ser surreal a ponto de parecer utopia). Esse
post é para falar desse um mês que passei aqui. A chegada, como eu
já disse, foi bem tranquila. Na primeira semana tivemos orientações
sobre tudo. Sério, tudo mesmo. Uma das que todo mundo mais se lembra
é sobre “ter um encontro”.
Primeiro de tudo, você só pode encostar alguém americano
– e isso inclui abraços, carinho, pulos, hi 5 e etc – se a
pessoa permitir. Ou seja, você tem que pedir. O melhor de tudo é
ficar distante dos americanos. É mais seguro pra você e para ele.
Distancia de um braço. Ninguém fica doente, ninguém se ofende e
ninguém corre o risco de ser acusado de estupro. Outra coisa, aqui
eles tem tanto medo de falar fazer
de sexo (falando sério isso) que ate camisinha de dedo existe.
Nessa
mesma semana tivemos a chance de ir a uma balada aqui. Em Corvallis
existem dois lugares com balada. Fomos naquela que mais tinha gente
da OSU. O lugar é massa. É bem balada mesmo. Com a diferença que
menor de 21 nem entra e a bebida é barata. Sabe aqueles drinks super
elaborados e metidos? Pois é, não é caro não. Vale a pena, se
você pode e gosta de curtir esse tipo de coisa. A diferença entre
essa balada e a nossa (alem do preço da bebida) tá nos americanos
mesmo. Aqui beijar um cara numa balada – logo no dia em que
conheceu o cara – é considerado coisa de biscate. Mas se esfregar
num cara aleatorio (LITERALMENTE!) é normal. Sabe baile funk? As
garotas aqui se dariam bem nele. É esse o nivel da esfregação
aqui.
![]() |
| é literalmente assim que as grigas dançam. |
Depois
as aulas em si começaram. Como somos do grupo B2, nosso edital
inclui o curso de inglês. Todo mundo tem que fazer umas provas de
diagnosticos para saber qual seu nível de inglês. O ideal é que
você fique do intermediário para o avançado, porque daí você
consegue chegar logo no acadêmico. Para chegar ao acadêmico na OSU
é preciso nivel 6. O cronograma de aulas é bem diferente do que
temos no Brasil. As aulas geralmente tem só 50 minutos (cada
matéria) e depois você tem o resto do dia de homework. Essa palavra
vai virar seu pesadelo se você quiser/conseguir fazer um curso aqui.
Todo dia tem homework, um pior do que o outro e de todas as materias
que você tiver. Então, é bom ter noção de que esse programa não
é viagem o tempo todo. Viajar e conhecer onde você vai viver pelos
próximos meses é essencial, mas você veio para estudar e não deve
esquecer disso. Mas é dificil. Chega o fim de semana, a primeira
coisa que você quer fazer é esquecer a palavra homework (mesmo que
tenha 200 quilos para a segunda seguinte).
E
é nessas que você viaja. Fim de semana passado tive a oportunidade
de conhecer o litoral do Oregon. A OSU é muito legal, porque eles
programam viagens ao longo do termo e o foco sempre é mostrar os
pontos turisticos para os alunos estrangeiros. Foi numa dessas que me
deparei com Newport e conheci o Oceano Pacífico. Sempre amei o mar.
Sempre. É tipo meu cenário de vida. Se tiver mar, pronto, to feliz.
A sensação de estar de frente ao Oceano Pacifico foi a mesma de
todas as vezes que me encontrei com o Atlântico. Paz. Medo.
Fascinação. E com isso eu fui obrigada a entrar no mar – mesmo
que só os pés. É dificil descrever isso num texto, então vou me
limitar a colocar algumas fotos.
A
viagem foi de um único dia, mas foi suficiente para achar a cidade
linda. Apesar do frio, Newport e o mar que banha essa cidade são
lindos. Com certeza quero voltar lá com a minha família e mostrar
como o mar aqui tem cor e temperatura diferentes do mar no Brasil,
mas com igual fascínio e beleza. Um beijo grande e até o próximo
post.



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